Prefeitura do Rio prepara edital para credenciar planos de saúde

A Prefeitura do Rio de Janeiro prepara o lançamento até 30 de agosto do edital de credenciamento para as operadoras de planos de saúde que atenderão uma carteira de 100 mil servidores municipais e mais 50 mil dependentes.

No momento, o atendimento é feito por apenas uma operadora, a Assim Saúde.

 

Mas a expectativa da Previ-Rio, autarquia que gere o fundo de previdência dos servidores municipais, é de que esse número cresça para no mínimo três empresas.

Um dos atrativos com os quais a prefeitura espera despertar o interesse das operadoras é a mudança no contrato a ser assinado, que passaria a incluir o pagamento, pelos usuários, de uma co-participação (percentual no custo dos procedimentos realizados).

“Essa sempre foi uma reivindicação das operadoras”, diz Bruno Louro, presidente da Previ-Rio.

“É uma forma de diminuir a [taxa de] sinistralidade”. A taxa de sinistralidade indica a relação entre quanto a seguradora terá de desembolsar em indenizações para cada R$ 1 de prêmio recebido.

Até o fim de maio, havia – além da Assim – uma segunda operadora credenciada, a Caberj.

Segundo Louro, a empresa abriu mão de atender os servidores municipais por conta da alta taxa de sinistralidade dos planos (106%, em média).

Para renovar o contrato por mais seis meses, a Caberj pedia um reajuste próximo de 50%, enquanto o município propunha uma correção de 4,41% com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conta Louro.

“A prefeitura ficou amarrada por sua receita”, afirma o presidente da Previ-Rio.

Na outra ponta, as operadoras de saúde buscam reajustar seus preços a partir da inflação médica e dos percentuais estipulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

De acordo com a Previ-Rio, o valores pagos às operadoras no período de 2015 a 2017 somaram pouco mais de R$ 200 milhões, sendo R$ 77,71 milhões destinados à Caberj e R$ 122,4 milhões à Assim.

Com a desistência da Caberj, a saída foi renovar até novembro o contrato com a Assim, que – de acordo com Louro – convive também com uma taxa de sinistralidade alta no atendimento à carteira da prefeitura: 96% em média.

A título de comparação, a ANS entende que há necessidade de reequilíbrio dos contratos de planos de saúde empresariais quando a sinistralidade ultrapassa o patamar de 70%.

Com uma folha de 130 mil servidores ativos e 81 mil aposentados e pensionistas, o município do Rio de Janeiro estima que a carteira de clientes das operadoras de saúde que vierem a se credenciar poderia superar facilmente o patamar atual de 150 mil beneficiários, chegando a 420 mil.

A prefeitura acena também com baixíssimos índices de inadimplência, uma vez que o desconto da contribuição dos servidores (e da futura coparticipação) é feito diretamente no contracheque.

Dentro do cronograma montado pela prefeitura, o credenciamento de operadoras de planos de saúde deve estar concluído em meados de outubro.

Podem se credenciar empresas de grande porte que se enquadrem nas condições previstas no edital, como o tamanho da rede conveniada.

Fonte: Valor Econômico – 23.08.2017.

Por Roberta Massa B. Pereira 23.08.2017 

 

9 Comments

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  1. Será que essa coparticipação vai ser el é cada para exames mais caro ? Será que terá também para as consultas?

    1. Isso ainda não sabemos. Eu tenho observado que em vários setores públicos já é assim. Vamos aguardar. Qualquer novidade eu postarei aqui.

  2. Gostaria de saber do auxilio Educação, que não tevemos nem uma posição até hoje!!

    1. Ficou de ser resolvido até outubro.

  3. Saiu esse edital?

    1. Ainda não. Está para sair a qualquer momento.

  4. Saiu esse edital do plano de saúde?

  5. Alguma novidade sobre o Plano de Saúde?

    1. Ainda não temos novidades. Estamos no aguardo. Abs